Pular para o conteúdo principal

Retalhos e estampas

Eu não sei saber desamar
Como faz com o que endoida a alma
Como pedir a Deus ou ao Diabo para levar esse caos do meu cais? 

Eu caminho numa rua de poucas casas, com muitas janelas, 
Muitos olhos observando,
Hipócritas enxergam longe, mais que eu.

Não existe disfarce meu mundo, 
Ironia é velada pela verdade, 
Não existe maldade insólita meu mundo.

Se eu faço mal é purpura bondade.

O perfeito me cobre errado com seu véu
e eu
Cismando de mudar o céu, no máximo crio asas.

Eu não sei nada sobre vinganças,
O que sei sobre vinganças é que se vingar de mim é muito fácil.

Posso até te dar meu manual de instruções,
Sou facilitador e receptor de cargas, como tu.

Costumo receber vinganças desde muito novo,
de certa forma criei uma relação evolutiva com os vingadores(as).

Sou dos vingadores, dos senhores do conselho, sou o som que emana da sua opinião, sou o motivo do sim e do não.

As borboletas no meu estômago podem ser Deus, ou nada, lindas borboletas iguais multiplicadas em mil em mim.

Nada é meu, nem meu amor.

André Luz Gonçalves
Retalhos de um colcha estampada.
Estampas de uma coxa retalhada.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Imagina ação.

Questiono as genialidades,   Espertos dando uma de burro.   Inquieto ao alheio, nada me passa atoa, não sei desperceber.  Bom é saber da solidão como uma vaga lembrança,  Saber deitar no colo depois de muitos anos.  Querer poder tocar todos os instrumentos. E mesmo assim ficar em silêncio, ouvindo a criação. Imagina ação.

Cacos que vão

Eu, O químico e aquela turma toda na mesa, Giba se aliando a turma do bem, tentando me seduzir pra ficar por ali, mas Tiago me chamava pra rua atrás do Teatro, ele e Irã que parecia um garoto mas era mais velho que eu, disseram que tinha algo lá... Depois que voltamos, o som rolava, Giba nas maracas antenava o óbvio da noite ao um suave desengonçar da alegria, a música sorria, tocando Eu Quero Ser Feliz Também, alguns se engraçaram a dançar, no meio da música quase todos, eu olhava aquelas mangueiras todas espalhadas pela rua, tudo é tão inesperado ao olho nu... Jorge numa barba rala branca, uma voz miúda e muito baixa, numa boina que o escondia e o mostrava, lá do fundo de seus olhos azuis, me falava de fazermos uma tournée pelo norte, numa nova linguagem trazendo minha influência do sudeste, as ideias nos abraçavam enquanto cada copo cheio era um novo brinde, pareciam todos felizes por estarem aí, Saúde! Paz! TEARS! Valeu!  E o diabo a quatro... Depois que já eram mais...

GRuuuoo

Onde olha a coruja, Coruja dorme. No galho o pescoço girado, Misteriosa, sinistra e calada Fica Forte e penetrante Olha Voa quando anoitece Abre as asas quando enlouquece Como é viva come.