As belas cores íris do seu arco, eu sei bem onde buscar com sussurros, carinhos, vazantes de lucidez e fúria absoluta, em que meu corpo voando sobre o seu, em volúpia, troca de olhar com o seu e num solavanco de corpo ríspido e soberbo, tomado pelo desejo toma, mais e mais como se descesse uma ladeira correndo, sem governança onde não existe mais um ângulo de interrupção, o sabor se amplia como graves, medias e agudas sensações, seguem-se ritmos enfurecedores e longos circuitos lentos e saborosos, as mãos parecem querer entrar em seus pelos poros, o suor se esfrega em seu mamilo e ali me dou no que eu possa melhor me fartar, minha boca forma um cone, suas ancas me engavetam e o que é fazer amor se expande, as vias aéreas dilatam, o corpo todo começa a flutuar, não há dor, tremor que vem da alma fabrica os fluidos, você em seu arco-íris zomba da vida e abre um claro semblante do gozo, sem distorção ou fagulha, só desejo e crescer em uma vasta sensação de liberdade no ventre, vazando pelas artérias e dando um brilho “lumiar” nos seus olhos, e eu, no mesmo momento, vergo o teso e forço o ritmo, a intensidade a leveza e o toque, como que num uníssono voraz e cuidadoso, aprecio o seu momento onde tudo começa e me jogo no teu corpo trazendo toda vida e energia que nem o maior berro pode dar, assim viva feito a vida.
Questiono as genialidades, Espertos dando uma de burro. Inquieto ao alheio, nada me passa atoa, não sei desperceber. Bom é saber da solidão como uma vaga lembrança, Saber deitar no colo depois de muitos anos. Querer poder tocar todos os instrumentos. E mesmo assim ficar em silêncio, ouvindo a criação. Imagina ação.

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