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Sonhos hilários nunca foram presságios

De repente, todos estavam na sala, uma zona se instaurou, eu ria bêbado no canto conversando com a Bete, o Claudio estava no sofá conversando com uma menina que eu não conhecia, havia um casal no corredor que não parava de se beijar, eu não conhecia eles, mas eles não paravam de se beijar um segundo, era caminho pra todos irem à cozinha, o corredor era só deles, o rapaz estava sem camisa, não dava pra ver o rosto de nenhum dos dois, por causa dos cabelos, dos dois, ou de um só sei lá, era curioso vê-los, cada vez que passava imaginava eles ali como uma decoração humana viva, uma festa com vontade e o tudo vira um prisma de sensações, cores, vida, diferenças harmoniosas, enfim…
Mas chega alguém suado e senta, vira pó, puxa a mesa de centro e debruça os pés dum jeito que ofende sabe, eu nessa hora meio que encaretei com meu pâncreas sentindo o peso da rotina, mas o que era uma mesa?
Quem era o dono da mesa? E o pé?


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