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Por de baixo de mim sangra um jardim

Aonde será o horizonte no desejo?
Aquele sem freio,
Fome louca sem receio
Me lambuzar de vontades.

Nessas esperanças remanso
Atordoando calado,
Mantenho forte
Minhas garras largas

... E faço mar
Nos braços de espuma
Cubro tudo que está nu
Sou sal da pele

sou nós

... E desfaço poesias
Da língua trato forte
a linha torpe do gozo
escorre em nanquim
Dizendo na derme
Qual tipo de febre
arde em mim...

Nessas palavras
Se jogam em ondas
Caindo onde será que eu direi que vim

Qual olhar vejo o meu
Perguntas encruzilhadas,
desatino...


Luz

Até no jardiM
uma tragédiA
flores agora mortaS
assombram a luZ
com suas folhas secaS
e a lembranças do orvalhO
E as sombras do passadO
Em ramas de um perfume antigO


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