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Pipocas!


Vários tiros, pipocos pipocam 
Posições diferentes, vindo ao mesmo lugar
Estouro de pólvora, grosso calibre, choro e risco
Gritos e silêncio correm e não se movem.

Bum BUM, bombas, guerrilheiros perdidos,
Chuva deixa quieto, em pingos...
O bar entre aberto, meia porta basta.
A pelada continuava, né nada.

Toca o telefone, vibra com tudo:
¿é alguém? 
Mãezinha, insistente taquicardia...
Diz cuidado, pede para que eu me esqueça

E acuado, torço sem medo, se educar seria o sossego.
Agora, que hoje mesmo não seja meu dia de chão.
Observado eu vejo girinos, futuras rãs de meninos
Que das valas do medo saem e viram assassinos...

André Luz Gonçalves


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