Pular para o conteúdo principal

O que te faz sentir saudade é só seu e de mais ninguém


Quero usar esse domínio para lembrar de um grande amigo, Marcelo Ameba, ou melhor, Marcelo Paraíso Sarmento, um moreno americano magro e alto, com sua voz rouca e sua preguiça nata, vinha sempre a minha casa, nos conhecemos em 88, foi fácil gostar dele, sempre havia um sorriso enorme e espontâneo para mandar pra gente, preguiçoso feito uma porra, filho mais velho de um ex-lutador de Boxe e uma dona de casa de olhar triste (que ele puxou), eu nem dava conta de como era bom ir até lá na Rua do Encanamento no Bairro Califórnia e ficar na varanda esperando ele, enquanto tomava banho pra gente sair e dar um rolê, ir pra escola.

Realmente queria descrever com belas palavras tudo que sinto por esse irmão que se foi, agora as imagens soltas em minha memória, só me lembro de sua gargalhada. O resto se foi...

... Saudades do Ameba, espero um dia nos encontrarmos e continuarmos nossa ultima conversa.





Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Imagina ação.

Questiono as genialidades,   Espertos dando uma de burro.   Inquieto ao alheio, nada me passa atoa, não sei desperceber.  Bom é saber da solidão como uma vaga lembrança,  Saber deitar no colo depois de muitos anos.  Querer poder tocar todos os instrumentos. E mesmo assim ficar em silêncio, ouvindo a criação. Imagina ação.

Cacos que vão

Eu, O químico e aquela turma toda na mesa, Giba se aliando a turma do bem, tentando me seduzir pra ficar por ali, mas Tiago me chamava pra rua atrás do Teatro, ele e Irã que parecia um garoto mas era mais velho que eu, disseram que tinha algo lá... Depois que voltamos, o som rolava, Giba nas maracas antenava o óbvio da noite ao um suave desengonçar da alegria, a música sorria, tocando Eu Quero Ser Feliz Também, alguns se engraçaram a dançar, no meio da música quase todos, eu olhava aquelas mangueiras todas espalhadas pela rua, tudo é tão inesperado ao olho nu... Jorge numa barba rala branca, uma voz miúda e muito baixa, numa boina que o escondia e o mostrava, lá do fundo de seus olhos azuis, me falava de fazermos uma tournée pelo norte, numa nova linguagem trazendo minha influência do sudeste, as ideias nos abraçavam enquanto cada copo cheio era um novo brinde, pareciam todos felizes por estarem aí, Saúde! Paz! TEARS! Valeu!  E o diabo a quatro... Depois que já eram mais...

GRuuuoo

Onde olha a coruja, Coruja dorme. No galho o pescoço girado, Misteriosa, sinistra e calada Fica Forte e penetrante Olha Voa quando anoitece Abre as asas quando enlouquece Como é viva come.